
Não era difícil fazer aquele caminho todas as noites. A nublaceira que poderia atrapalhar, na verdade era só parte do contexto. O caminho sabia de cor. Bastava apenas esperar a quietude da madrugada, onde o momento que lhe era mais propício ficava entre as três e seis horas.
Aquela pequena ponte arqueada sobre um pequeno córrego era o portal, se conseguisse atravessar, pronto, estava no inconsciente da pessoa adormecida.
A tarefa daquele dia era leve. Teria que criar todo o cenário para o sonho para um homem de quase setenta anos.